Jesus pagou nossa dívida para quem?

Nesses últimos dias a igreja de Cristo tem sido bombardeada de heresias, isso não é novidade, desde o primeiro século a noiva do cordeiro tem enfrentado esses problemas. O que nos espanta é que o joio vem de travestido de novidade e parece trigo, mas, não passa de veneno na panela.

O século XX foi marcado pelo surgimento dos patriarcas da teologia da prosperidade, que na cobiça por fama e dinheiro deturparam os ensinamentos da Bíblia e divulgaram suas mentiras nos recondidos do planeta terra.

Estamos nesse segundo semestre de 2016 estudando acerca da carta aos Romanos, que entre outros assuntos aborda a nossa justificação perante o Deus Soberano. Analisando as lições me surgiu a seguinte dúvida “Jesus pagou nossa dívida para quem ?”

Para que possamos abordar a resposta a essa dúvida vamos incrementar mais essa questão abordando o ensinamento de dois grandes propagadores da teologia da prosperidade:

“Lá embaixo, na masmorra do sofrimento, lá no fundo do próprio inferno, Jesus satisfez as reivindicações da justiça para todos nós…” (Kenneth Hagin, O Nome de Jesus, p.79).

“Jesus foi ao inferno para libertar a humanidade da penalidade da alta traição de Adão (…) Quando seu sangue foi vertido, ele nada alcançou (…) Jesus gastou três dias terríveis nas profundezas da terra recuperando nossos direitos para com Deus. Foi o sofrimento de Jesus no inferno que pagou a penalidade do homem e fez dele um herdeiro da vida eterna.” (Kenneth Copeland).

Esses dois pregadores da teologia da prosperidade, afirmavam que a obra de Cristo não foi suficiente para expiar os nossos pecados. Daí passaram a ensinar  que Cristo foi ao inferno para sofrer espiritualmente a fim de completar a obra da cruz e terminar a expiação.

Não encontramos base para esse ensino estranho e diabólico. O que encontramos na Bíblia é a passagem descrita em Romanos 3: 23-31 “ Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus. Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei. É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, Visto que Deus é um só, que justifica pela fé a circuncisão, e por meio da fé a incircuncisão. Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.”
Encontramos nesse contexto a expressão “…Ao qual Deus propos para propiciação pela fé no seu sangue para demonstrar a sua justice pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a paciência de Deus…”.Perceba que Paulo fez questão de explicar que Deus o Pai constituiu Jesus para o pagamento da dívida, e que o derramamento de seu sangue demonstraria a justiça de Deus, que absolveria todos os pecadores que cressem em Jesus.

Esse contexto aborda sobre as duas justiça de Deus, uma aplicada pela transgressão da Lei, e a outra aplicada através do sacrificio de Cristo que o ser humano recebe pela graça de Deus mediante a fé em Jesus.

Portanto, esse negócio de que Jesus desceu no inferno e precisou de sofrer mais, para poder pagar a dívida para o diabo é doutrina de demônio e invenção de quem não conhece e nem teme a Bíblia, “Desde quando Jesus deve algo para Satanás?”, o nosso resgate foi pago para Deus o Pai, que como juiz supremo do universo, precisava aplicar a sua justiça sobre a ofensa da humanidade, pelo contrário, todos nós iriamos para o inferno…Glórias a Deus que nos amou sendo nós ainda pecadores!

Por: Ev. Luiz Flávio Curvelo de Jesus